Primeiros socorros
Medidas imediatas desde o local do acidente até a avaliação no serviço de saúde. Priorize segurança, transporte rápido e suporte básico quando necessário.
Afaste a vítima do risco sem tentar capturar a serpente. Avalie responsividade, via aérea, respiração e circulação; acione suporte de emergência se houver instabilidade.
Reduza movimentação, retire anéis, pulseiras e objetos constritivos, mantenha o membro em posição confortável e lave o local com água e sabão. Não faça torniquete, sucção, incisões, perfurações ou aplique substâncias caseiras.
Encaminhe rapidamente para o serviço de saúde. Fotografia segura da serpente pode auxiliar, mas não atrase o transporte e não tente manipular ou capturar o animal.
Se estiver consciente e sem risco de aspiração, pode receber água sob demanda. No serviço, registre hora/local da picada e evolução; examine edema, sangramento, força, ptose, deglutição, ventilação e diurese; prefira acesso venoso fora do membro afetado.
Simulador interativo
Construa um cenário hipotético, compare os achados e consulte sugestões individualizadas de referência para fins de estudo.
1. Reconhecimento da serpente / grupo provável
A identificação do animal pode ajudar, mas não deve atrasar o atendimento. As imagens são ilustrativas; fotografia segura pode ser útil quando disponível.
Use o padrão clínico predominante como apoio ao diagnóstico diferencial.
2. Há evidência de envenenamento?
Picada seca é a picada por serpente peçonhenta sem inoculação de peçonha. Não deve ser concluída apenas pela ausência inicial de sintomas, porque manifestações podem ser tardias.
🧑⚕️ Triagem clínica do quadro atual
Marque achados presentes agora. A ausência de manifestações precisa ser interpretada junto ao tempo de observação e ao grupo suspeito.
📍 Contexto do acidente
3. Fenótipo clínico esperado
Use o conjunto de manifestações, e não um único sinal isolado, para sustentar o diagnóstico clínico-epidemiológico.
Selecione um grupo acima
As manifestações locais e sistêmicas aparecerão aqui.
4. Classificação da gravidade
Selecione primeiro o grupo clínico.
🧠 Classificador guiado
Após selecionar o grupo, marque os achados do paciente. O sistema sugere a categoria de gravidade; a confirmação final permanece clínica.
5. Exames e interpretação orientada
Os exames apoiam diagnóstico, monitoramento da soroterapia e detecção precoce de complicações; a interpretação deve ser integrada ao quadro clínico.
🧮 Interpretador laboratorial do paciente
📋 Parâmetros e valores de referência
| Parâmetro | Referência operacional usada | Como o painel utiliza |
|---|---|---|
| Tempo de coagulação (TC) | ≤9 min: normal; 10–30 min: prolongado; >30 min ou “incoagulável”: incoagulável. | Reconhece e acompanha coagulopatia. No botrópico, não define gravidade ou dose isoladamente. |
| Plaquetas | 150.000–450.000/µL. Abaixo de 150.000/µL = plaquetopenia; valores muito baixos aumentam a preocupação hemorrágica. | Correlaciona a contagem com sangramento, coagulograma e tendência seriada. |
| Creatinina | Referência operacional adulta: 0,6–1,3 mg/dL. Valores acima da faixa ou elevação seriada exigem avaliação de função renal. | Sinaliza possível disfunção renal e reforça a necessidade de repetir creatinina, ureia, eletrólitos e monitorar diurese. |
| Diurese / duração / anúria | Débito ≥0,5 mL/kg/h é usado como referência operacional. <0,5 mL/kg/h persistente sugere oligúria; anúria é sinal de alarme. | Integra débito e duração para priorizar balanço hídrico, perfusão, eletrólitos e avaliação renal. |
| CK/CPK | Adultos: aproximadamente 39–308 U/L (homens) e 26–192 U/L (mulheres); os limites dependem do método. Elevações acentuadas apoiam miotoxicidade/rabdomiólise. | No crotálico, correlaciona CK com mialgia, urina escura, LDH, creatinina, eletrólitos e diurese. |
| PCR | <5 mg/L como referência laboratorial geral. Não existe corte isolado específico para diagnosticar infecção secundária no ofidismo. | Usa a PCR como marcador de apoio e tendência, sempre combinada com dor persistente, rubor, flutuação, secreção, febre e outros sinais. |
| LDH | Adultos: aproximadamente 135–225 U/L (homens) e 135–214 U/L (mulheres); varia conforme método e laboratório. | Apoia avaliação de lesão tecidual/muscular e é interpretada junto de CK/CPK, função renal e quadro clínico. |
6. Risco de complicações e conduta dirigida
Selecione os sinais presentes e obtenha prioridades clínicas integradas, com orientações objetivas de conduta.
🦠 Infecção secundária
🦵 Síndrome compartimental
🫁 Deterioração neuromuscular/respiratória
🩸 Sangramento / instabilidade e manifestações sistêmicas
🎯 Prioridades do caso · Conduta orientada pelos achados
- Complete os itens acima para gerar as prioridades.
7. Soroterapia e plano de conduta · simulação
A dose é definida pelo tipo de acidente e gravidade, não pelo peso corporal. Adultos e crianças recebem a mesma quantidade de frascos-ampolas.
Selecione tipo e gravidade
💉 Administração do antiveneno
- Administrar por via intravenosa, sob monitorização contínua.
- Diluir em soro fisiológico 0,9% ou glicose 5%; uma rotina prática pode utilizar 100 mL de diluente para a dose total prescrita. Para Saela, respeitar diluição de 1:2 a 1:5.
- Infundir de forma controlada, com velocidade aproximada de 8–12 mL/min e atenção à sobrecarga volêmica.
- Administrar a quantidade indicada de frascos-ampolas de uma só vez, sem fracionar.
- Não realizar teste de sensibilidade de rotina.
📖 Legenda dos antivenenos
As siglas indicam os soros relacionados aos grupos de serpentes. A escolha depende da classificação clínica, da disponibilidade e do protocolo vigente.
- SABR — Soro antibotrópico pentavalente — acidentes botrópicos.
- SABL — Soro antibotrópico pentavalente e antilaquético — acidentes botrópicos ou laquéticos, conforme indicação.
- SABC — Soro antibotrópico pentavalente e anticrotálico — acidentes botrópicos ou crotálicos, conforme indicação.
- SAC — Soro anticrotálico — acidentes crotálicos.
- Saela — Soro antielapídico bivalente — acidentes elapídicos.
🧴 Pré-soroterapia
O PCDT dos Acidentes Ofídicos de 2026 conclui que anti-histamínicos e corticoides administrados antes do antiveneno não demonstraram benefício na prevenção de reações anafiláticas botrópicas; as evidências são limitadas para acidentes laquéticos/crotálicos e inexistentes para elapídicos.
| Opção | Dose / via | Quando administrar |
|---|---|---|
| Dexclorfeniramina | 0,05 mg/kg VO em crianças e adultos. | Cerca de 30 min antes do antiveneno. |
| Loratadina | Adulto: 0,05 mg/kg VO. Crianças 2–6 anos: 5 mg VO, dose única; >6 anos: 10 mg VO, dose única; <2 anos: preferir dexclorfeniramina. | Cerca de 30 min antes do antiveneno. |
| Difenidramina | Adultos: 25–50 mg IV. Crianças >2 anos: o guia descreve 5 mg/kg/24 h; confirmar fracionamento e apresentação disponíveis no serviço. | Cerca de 5–10 min antes do antiveneno. |
| Hidrocortisona (pode ser associada ao anti-H1) | Adultos: 300 mg IV. Crianças ou pacientes <50 kg: 5 mg/kg IV. | Administrar antes do antiveneno conforme rotina institucional; o guia não estabelece um intervalo separado específico. |
- Investigar história prévia de alergias e aumentar a vigilância durante a administração quando houver antecedente relevante.
- Se optar por pré-soroterapia por via oral, aguardar aproximadamente 30 minutos antes do antiveneno; com difenidramina IV, 5–10 minutos.
- A pré-medicação não substitui monitorização contínua nem preparo para tratamento imediato de anafilaxia.
🚨 Reação precoce / anafilaxia
Interromper temporariamente a infusão, tratar imediatamente a reação e retomar o antiveneno o mais breve possível após estabilização. Na anafilaxia, a epinefrina é prioritária; anti-histamínicos e corticoides são adjuvantes.
| Medida | Dose / administração | Tempo |
|---|---|---|
| Adrenalina (epinefrina) 1 mg/mL — 1:1000 | 0,01 mg/kg IM no vasto lateral da coxa. Máx. adulto: 0,5 mg; criança: 0,3 mg. | Repetir a cada 5–15 min se sintomas persistirem ou recidivarem. |
| Oxigênio + suporte de via aérea | Oxigenação e ventilação conforme necessidade; preparar bolsa-válvula-máscara e intubação se houver deterioração respiratória. | Imediato. |
| Expansão volêmica | Cristaloide IV conforme estado hemodinâmico e resposta clínica. | Imediato se hipotensão/choque. |
| Anti-histamínico H1 (adjuvante) | Administrar conforme apresentação disponível e protocolo institucional. | Após medidas prioritárias. |
| Corticoide (adjuvante) | Administrar conforme gravidade e protocolo institucional. | Após medidas prioritárias. |
Conduta imediata e o que evitar
Medidas de suporte que se aplicam aos quatro grupos, com ajustes conforme o quadro.
✅ Fazer
- Lavar o local com água e sabão e, depois, soro fisiológico 0,9%.
- Manter o membro afetado elevado e estendido; remover anéis, pulseiras e roupas apertadas.
- Hidratar adequadamente conforme estado clínico e risco renal.
- Analgesia com dipirona ou paracetamol, considerando alergias/contraindicações.
- Atualizar profilaxia antitetânica conforme situação vacinal e tipo de ferimento.
⛔ Evitar
- Torniquetes, garrotes, incisões, sucção ou manipulação do local.
- AINEs, pelo risco de injúria renal.
- Via intramuscular e bloqueio anestésico no local da picada.
- Antibiótico profilático de rotina.
- Teste de sensibilidade e pré-medicação rotineira antes do antiveneno.
⚠️ Reação ao antiveneno
- Se reação precoce: interromper temporariamente a infusão e tratar a reação.
- Na anafilaxia/choque, epinefrina é a intervenção prioritária; corticoide e anti-histamínico têm papel secundário.
- Após remissão, retomar a soroterapia o mais breve possível.
- Vigiar também doença do soro tardia (5–24 dias).
Monitoramento clínico e laboratorial
Complicações e intervenções
Reconheça cedo e acione suporte especializado quando necessário.
🫁 Insuficiência respiratória
Mais relevante em acidentes elapídicos e crotálicos. Garanta ventilação adequada; bolsa-válvula-máscara pode ser necessária e, nos casos graves, intubação orotraqueal com ventilação mecânica.
Emergência🧠 Neuroparalisia elapídica
Neostigmina pode ser considerada em manifestações neuroparalíticas graves associadas sobretudo à ação pós-sináptica, precedida de atropina para antagonizar efeitos muscarínicos. Usar por equipe médica experiente.
Uso especializado🩸 Hemorragia/coagulopatia
Acompanhe sangramentos, TC/coagulograma e plaquetas. Em botrópico, o tempo de coagulação não deve ser usado isoladamente para definir gravidade/dose inicial.
Reavaliar seriado🧪 Injúria renal aguda
Monitorar creatinina, ureia, diurese e eletrólitos. Manejo individualizado pode exigir expansão volêmica, correções hidroeletrolíticas, vasoativos e terapia renal substitutiva.
Risco maior no crotálico🦵 Síndrome compartimental
Edema endurecido difuso e dor intensa/persistente exigem avaliação cuidadosa. Fasciotomia não é rotina; deve ser considerada por equipe multiprofissional após confirmação diagnóstica.
Cirurgia seletiva🦠 Infecção/necrose
Antibiótico apenas para infecção secundária estabelecida, direcionado ao sítio. Drenagem de abscesso e desbridamento de tecido necrótico devem ser individualizados.
Sem profilaxia rotineira🏥 Quando elevar o nível de cuidado
Protocolos complementares
Consulta rápida de rotinas práticas para diagnóstico, exames, preparo e administração do antiveneno, seguimento, encaminhamento, alta, notificação e armazenamento.
Protocolos complementares
Consulta rápida de rotinas práticas para diagnóstico, exames, preparo e administração do antiveneno, seguimento, encaminhamento, alta, notificação e armazenamento.
AO1 · Primeiros socorros
O que fazer
- Manter a pessoa em repouso, reduzir movimentos e tranquilizá-la.
- Retirar anéis, pulseiras, calçados apertados e outros objetos constritivos.
- Lavar o local com água e sabão e manter o membro em posição confortável, preferencialmente elevado quando possível.
- Providenciar transporte rápido para unidade de saúde com acesso a antiveneno; fotografia segura do animal pode ajudar na identificação sem atrasar o atendimento.
O que não fazer
- Não fazer torniquete ou garrote.
- Não cortar, perfurar, espremer ou fazer sucção no local.
- Não aplicar substâncias caseiras, produtos químicos, gelo ou medicamentos sobre a picada.
- Não tentar capturar ou manipular a serpente.
AO2 · Diagnóstico e classificação clínica
Padrões clínicos
- Bothrops: dor/edema/sangramento e possível coagulopatia.
- Lachesis: quadro semelhante ao botrópico + manifestações vagais.
- Crotalus: neuroparalisia + mialgia/mioglobinúria.
- Micrurus: miastenia/neuroparalisia com risco respiratório.
Como classificar
Defina a gravidade pelo conjunto de manifestações locais e sistêmicas. O tempo de coagulação auxilia diagnóstico e seguimento, mas não deve ser usado isoladamente para classificar a gravidade botrópica.
🧪 Como realizar o tempo de coagulação
- Coletar 4 mL de sangue venoso e distribuir 2 mL em dois tubos de vidro 13×100 mm.
- Iniciar o cronômetro e manter os tubos a 37 °C.
- A partir do 5º minuto, inclinar suavemente um tubo a 90° a cada minuto; manter o segundo em repouso como controle.
| Resultado | Interpretação |
|---|---|
| ≤9 min | Normal |
| 10–30 min | Prolongado |
| >30 min | Incoagulável |
AO4 · Preparo do antiveneno para administração
1 · Conferência do produto
- Confirmar antiveneno indicado, dose prescrita, validade, fabricante/lote, integridade do frasco e conservação entre 2–8 °C.
- Não utilizar frasco congelado, turvo, com precipitado, grumos ou partículas.
2 · Preparo e diluição
- Higienizar as mãos, utilizar luvas e técnica asséptica. Preparar apenas quando a administração estiver pronta para começar e utilizar imediatamente após a abertura.
- Uma opção operacional é diluir a dose prescrita em 100 mL de soro fisiológico 0,9% ou glicose 5%, ajustando o volume à condição clínica e ao protocolo institucional.
- Para o antielapídico, respeitar a diluição de 1:2 a 1:5.
3 · Segurança e acompanhamento
- Antes de iniciar, verificar acesso venoso e sinais vitais; disponibilizar oxigênio, cristaloide, adrenalina e material para suporte ventilatório.
- Administrar por via intravenosa com velocidade controlada e vigilância contínua, atentando para sobrecarga volêmica e sinais de reação: prurido, urticária, rouquidão, estridor, dispneia, hipotensão ou alterações do pulso.
- Registrar dose, fabricante/lote, validade e eventuais intercorrências.
AO5 · Tratamento antiveneno específico
Princípios
- Escolher o antiveneno e o número de frascos conforme o tipo de acidente e a gravidade.
- A quantidade de frascos é a mesma para adultos e crianças.
- Administrar a dose completa de uma só vez, por via intravenosa e sob monitorização.
- Ter adrenalina, oxigênio, cristaloide e material de ventilação imediatamente disponíveis.
Pré-soroterapia
Quando adotada pelo serviço, pode utilizar antagonista H1 antes do antiveneno: dexclorfeniramina ou loratadina cerca de 30 minutos antes, ou difenidramina IV 5–10 minutos antes. Hidrocortisona pode ser associada conforme avaliação clínica. As doses completas estão na etapa 7.
AO6 · Cuidados com o local da picada
Avaliação seriada
- Manter higiene local com soro fisiológico quando necessário e cobertura frouxa se houver sangramento ou exsudato.
- Registrar calor, rubor, dor, edema e perfusão; medir circunferência quando útil.
- Procurar bolhas, hemorragia local, celulite/abscesso, necrose e síndrome compartimental.
Extensão do edema
Documente a progressão anatômica e, para classificar o acidente botrópico, use três segmentos do membro: mão/punho, antebraço/cotovelo e braço; ou pé/tornozelo, perna/joelho e coxa.
AO7 · Seguimento do paciente
- Nas primeiras 12 h: revisar hemorragia/coagulopatia, edema e reações precoces.
- Repetir TC quando indicado e acompanhar até normalização.
- Progressão rápida do edema, hemorragia persistente/nova, hipotensão/choque ou TC incoagulável justificam reavaliação e possível reclassificação.
- Casos graves exigem referência hospitalar e monitoramento de complicações.
AO8 · Encaminhamento para unidade hospitalar
- Acidente grave ou reclassificado como grave.
- Suspeita de síndrome compartimental ou necrose com necessidade de procedimento.
- Hemorragia sistêmica importante, choque, injúria renal aguda ou alteração neurológica relevante.
- Infecção/abscesso com má resposta ou necessidade de drenagem/cirurgia.
- Reação grave ao antiveneno ou necessidade de suporte avançado.
AO9 · Avaliação das complicações
Injúria renal aguda
Monitorar creatinina, ureia, eletrólitos, diurese e balanço hídrico. Oligúria, anúria ou elevação progressiva da creatinina exigem intensificação do cuidado e avaliação de terapia renal substitutiva quando indicada.
Infecção e necrose
Dor persistente, rubor/celulite, flutuação/abscesso, secreção, febre, odor fétido e sinais sistêmicos aumentam a suspeita. Antibiótico dirigido, drenagem de abscesso e desbridamento podem ser necessários conforme o foco.
AO10 · Alta hospitalar e acompanhamento ambulatorial
- Agendar pelo menos uma reavaliação em cerca de 7 dias.
- Pesquisar necrose, úlcera/infecção, redução de diurese, sangramentos e reação tardia ao soro.
- Considerar fisioterapia quando houver déficit funcional.
- Se houver ferida aberta, articular curativos e avaliação seriada na atenção básica.
AO11 · Alta da unidade básica e acompanhamento
- Ausência de inflamação local relevante e recuperação funcional/deambulação.
- Sem suspeita de celulite ou abscesso.
- Sem necessidade de medicação contínua por complicação ativa.
AO12 · Preenchimento da ficha de notificação
- Notificar acidentes por serpentes peçonhentas ou não, com ou sem antiveneno.
- Completar dados sociodemográficos, circunstâncias/local do acidente e identificação do animal quando disponível.
- Registrar tipo de acidente, antiveneno, número de frascos, evolução e complicações.
- Não deixar de notificar casos sem soroterapia.
AO13 · Recebimento e armazenamento de antiveneno
- Conferir integridade física, quantidade recebida e aspecto do produto.
- Registrar temperatura de transporte e manter armazenamento entre 2–8 °C, sem congelar.
- Controlar estoque/validade, planejar remanejamento e restringir acesso à área de armazenamento.
- Registrar temperatura rotineiramente e manter plano de contingência para falha elétrica/refrigeração.
- Capacitar equipe e descartar resíduos conforme orientação da rede de imunobiológicos.
Fontes e base metodológica
O módulo reúne documentos oficiais brasileiros e referências técnicas complementares para sustentar as decisões, rotinas assistenciais, exames e manejo das complicações.
Fontes e base metodológica
O módulo reúne documentos oficiais brasileiros e referências técnicas complementares para sustentar as decisões, rotinas assistenciais, exames e manejo das complicações.
Base nacional para diagnóstico clínico-epidemiológico, gravidade, antivenenos, número de frascos-ampolas, administração, exames, monitoramento e complicações.
Abrir PCDT oficial ↗Guia operacional para primeiros socorros, diagnóstico, tempo de coagulação, preparo/administração de antiveneno, cuidado local, seguimento, encaminhamento, alta, notificação e rede de frio.
Abrir guia SAVING ↗Base complementar para reconhecimento dos grupos, características morfológicas e identificação quando fotografia ou animal forem apresentados.
Abrir guia ↗Lista oficial dos hospitais/pontos de referência por estado para atendimento de acidentes por animais peçonhentos.
Localizar referência ↗Apoio para princípios gerais: transporte rápido, evitar torniquete/incisões, remoção de itens apertados, imobilização e vigilância de via aérea/respiração.
Abrir orientação OMS ↗Fonte complementar para dose e via de adrenalina e medicamentos adjuvantes no tratamento da anafilaxia. No módulo, essas doses são apresentadas apenas como manejo de reação ao soro, não como pré-medicação antiofídica.
Abrir manual ↗Página oficial do Ministério da Saúde com orientações e informações sobre acidentes ofídicos.
Abrir página oficial ↗Referência complementar para interpretação operacional do tempo de coagulação: normal, prolongado e incoagulável.
Abrir guia ↗Fonte complementar para contextualizar CK/CPK quando o PCDT não fornece corte numérico; o painel sinaliza que esses limites não são específicos para ofidismo.
Abrir consenso ↗Faixas operacionais utilizadas no interpretador: plaquetas 150.000–450.000/µL, PCR <5 mg/L e creatinina 0,6–1,3 mg/dL são documentadas em material do Ministério da Saúde; CK e LDH utilizam intervalos adultos de laboratórios de referência internacional. Confirmar sempre o laudo local.
Ministério da Saúde ↗ · CK ↗ · LDH ↗